Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos,
decorando-os com desenhos e formas abstractas; em grande parte dos países ainda
é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por
ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia e portanto,
este é uma alusão a antigos rituais pagãos. A primavera, lebres e ovos pintados
com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação associados a deusa
nórdica Jejum.
A lebre (e não o coelho) era o símbolo de Gefjun. Suas
sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de
uma lebre sacrificada. Claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra
mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Estre, o que suas
entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima.
A lebre de Estre pode ser vista na Lua cheia e, portanto,
era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. Seus
cultos pagãos foram absorvidos e misturados pelas comemorações judaico-cristãs,
dando início a Páscoa comemorado na maior parte do mundo comtemperâneo.
Wilson
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